A quarta revolução industrial: o que é e o que esperar dela

Atualizado: Jul 8

Precisamos falar desses avanços tecnológicos que, a todo momento, transformam o nosso modo de vida, uma vez que já estamos vivenciando a convergência entre os mundos biológico, digital e físico.


Para Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial e autor do livro “A quarta revolução industrial”, o conceito chave para o novo mundo que a tecnologia vem moldando é adaptação. Vamos primeiro recapitular rapidamente as marcantes transformações na nossa forma de produzir e consumir: as famosas revoluções industriais.


Vapor, ciência e tecnologias digitais: têm ligação?


A primeira revolução veio com o uso de carvão, ferro e vapor (criação da máquina à vapor), no século XVIII. E isso levou a produção, que antes era artesanal, a patamares nunca antes vistos.

A segunda foi a era do pensamento científico, onde a eletricidade, que melhorou muito o processo de manufatura, permitiu a produção em massa no século XIX. Além disso, a química e o petróleo permitiram desenvolver tecnologias como os primeiros telefones, aviões e refrigeradores.


O nascimento dos computadores guiou a terceira revolução industrial, trazendo a tecnologia da informação e das telecomunicações, onde a informação era a principal matéria-prima. A velocidade com que se podia desenvolver ciência permitiu avanços em todas as áreas do conhecimento.


E agora, o que seria responsável por uma uma outra revolução e o nascimento da indústria 4.0?



Evolução do processo de produção até chegar à indústria 4.0


Já usamos dispositivos revolucionários


Parece estranho dizer que haverá uma transformação em que robôs integrarão sistemas ciberfísicos (“nem sei o que é ciberfísico!”, vamos falar mais sobre). Na verdade, essa integração já vem ocorrendo aos poucos.


Se observarmos como alguns sistemas do nosso dia a dia funcionam, perceberemos que há dispositivos programados para, por exemplo, aferir nossos batimentos cardíacos enquanto fazemos uma caminhada ou corrida. São os relógios inteligentes, da classe de wearables (tecnologias vestíveis).

Sensores permitem o monitoramento de plantações

Em uma escala mais ampla e um pouco mais distante do dia a dia da maioria, temos o uso de sensores de umidade em plantações para acionarem um sistema

wireless (sem fio) que alertam quando há necessidade de irrigação das plantas.


Esses são alguns exemplos e em ambos percebemos que há a convergência de três mundos através de um dispositivo, equipamento ou máquina - mundo físico - com uma programação - mundo digital - para fornecer informações de acordo com o comportamento do nosso corpo (no caso do relógio) ou a necessidade de água (no caso da plantação) - que fazem parte do mundo biológico.


Conceitos novos vão surgindo


E há muitos outros elementos que também auxiliam nessa chamada nova revolução.

  • A internet das coisas (Internet of things - IOT ) é o conceito que define que objetos físicos ficam interligados e se comunicam em rede.

  • A impressão 3D é uma tecnologia que permite obter objetos tridimensionais a partir da adição em camadas de materiais como plástico e metal.

  • No mundo da biotecnologia (ramo da ciência que desenvolve tecnologias intimamente relacionadas aos seres vivos), a edição de genes pode ajudar no tratamento de doenças ao mudar a estrutura de células.

  • Há os eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras com conexão wi-fi, que podem ser controladas remotamente, dão mais conforto e comodidade, também estão ligados ao conceito de internet das coisas.

  • Não podemos esquecer da computação na nuvem, em que é possível armazenar e acessar arquivos sem precisar baixá-los, eles ficam “na nuvem”.


Revolução versus desdobramento


Há discussões sobre o fato de estarmos mesmo vivendo outra revolução ou apenas um desdobramento da revolução anterior, a digital.


"A quarta revolução industrial não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior)", diz Schwab em seu livro.


É nítida a transformação constante na forma como trabalhamos, produzimos, consumimos e nos relacionamos, nos levando a pensar que há uma mudança de paradigma e não apenas um desdobramento de uma etapa anterior de desenvolvimento tecnológico.


Da produção ao consumo: a tecnologia muda todos


É fato que há potencial para mudar a vida de todos, no mundo inteiro, a forma de produção das indústrias e consequentemente o mercado de trabalho e o nosso consumo. A automatização das fábricas já é uma realidade cada vez maior em alguns países.


Integração entre máquinas e processos digitais só aumenta

Através do uso de sistemas ciberfísicos, máquinas e processos digitais são combinados. E esses sistemas são capazes de tomarem decisões e colaborarem - entre eles e com humanos - graças à internet das coisas! (“ah, agora entendi o sistema ciberfísico!”) Isso originou o nome de fábricas inteligentes, é como se essas fábricas pudessem ser criadas e elas mesmas se controlassem.


Então como ficarão nossas carreiras?


Apesar de rápida, essa mudança não ocorre da noite para o dia e ao se adaptar e inovar, é possível se beneficiar dessa revolução. Muitas vagas de emprego daqui a uma década ainda são ocupações que não existem, por isso é importante estar familiarizado com as novidades tecnológicas que surgem.


E cada vez mais as profissões e carreiras das pessoas estarão associadas ao uso parcial ou integral de tecnologias, sendo provável mudar de profissão, uma ou mais vezes ao longo da vida, o que já vem acontecendo.


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