Atividades mão na massa: a visão de uma mãe no período da Covid-19

Atualizado: Mai 14

"...preciso usar de alguns artifícios para prender a atenção deles, de forma educativa e divertida, com isso percebo uma evolução ainda maior no desenvolvimento do José Inácio e do Joaquim quando trabalhamos as atividades mais práticas."

Texto por Ana Carolina Camposana


A maternidade me completou como mulher, sou mãe de dois filhos: José Inácio, de 2 anos, e Joaquim, de 5 anos. Embora educar seja uma tarefa cansativa, por outro lado é recompensador ver a evolução deles. Tenho falado com algumas amigas mães sobre nosso dia a dia e percebi que é bem particular como cada uma está passando por essa fase difícil.


O que mudou no cotidiano


A rotina aqui em casa se modificou por completo. Antes eu só via as crianças quando chegava do trabalho, durante a parte da manhã eles ficavam com a babá e à tarde iam para a escola, quando saíam da escola eles ficavam com o avô, o qual sentem muita falta. Hoje, eu preciso trabalhar de casa, fazer as atividades domésticas, educar, cuidar da família e de mim, e em muitos dias essa conta parece não fechar. Então para não deixar o ambiente acelerado e estressado, mais do que a pandemia já nos deixa, estabelecemos que faremos tudo no nosso tempo, respeitando os limites, claro.


Buscando novas formas de aprender


E no momento de isolamento social que estamos vivendo, além de conciliar o home office e explicar a importância de ficarmos em casa, preciso usar de alguns artifícios para prender a atenção deles, de forma educativa e divertida, com isso percebo uma evolução ainda maior no desenvolvimento do José Inácio e do Joaquim quando trabalhamos as atividades mais práticas. As atividades que exigem mão na massa se completam com tudo que acredito e aplico aqui em casa, com meus filhos. Eu deixo os meninos bem livres, para pensar, criar, experimentar... e ainda aguça a curiosidade de saber o “por quê?”


Vantagens de colocar a mão na massa


Massinha caseira garante diversão

Após um tempo seguindo uma rotina com essas atividades, as mudanças são perceptíveis, o quanto as atividades estimulam o desenvolvimentos de habilidades, e os deixa muito mais seguros e confiantes, gerando mais autonomia. Eles brincam juntos, criando histórias, ou fazendo a própria massinha e brinquedos à partir de objetos simples, como tampa de garrafa e se divertem com isso, pois crianças são criativas por natureza. Eles aprendem brincando, desenvolvem a coordenação motora, a criatividade e o pensamento crítico.


Criando a partir de materiais que temos em casa


Fazendo o vulcão colorido

Observei e pensei sobre essas mudanças dos meninos, e acredito que o ensino construtivista agrega muito mais à criança do que o tradicional, entendo que através de atividades lúdicas eles aprendem experimentando e brincando, e percebi uma evolução surpreendente no Joaquim. Por isso nossa rotina nessa quarentena além dos deveres escolares, é colocar a mão na massa, literalmente, pois eu também participo. Fizemos esses dias a atividade do vulcão que está no canal do Youtube do TEC, com materiais simples, um recipiente, bicarbonato e vinagre, mostrando a eles como o conceito está tão próximo da prática e dos materiais que temos ao nosso redor. Eles puderam criar, fazer e entender como funciona um vulcão, assimilando os conceitos de uma maneira lúdica e divertida.


Atividades divertidas têm muito a ensinar


Fizemos também a atividade do líquido maluco que trabalha os conceitos de Newton, de líquidos não newtonianos, se eu falasse sobre o tema eles não entenderiam, mas ao fazerem a atividade, obtiveram uma maior percepção que uma substância pode ser líquida e sólida ao mesmo tempo, dependendo somente da força que exercemos sobre ela. Incrível como eles ficaram vidrados com a atividade, brincando com ela por horas! Tiveram a curiosidade aguçada e não paravam de fazer perguntas sobre como isso tinha acontecido, eles se divertiram ao mesmo tempo que aprenderam.

O incentivo à curiosidade é muito importante


Olhos atentos na atividade Lâmpada de lava

O Jose Inácio ainda não tem essa percepção de que está aprendendo sobre ciência, embora ele fique eufórico quando é dia de experiência, e cobra quando não fazemos. Já o Joaquim, questiona cada resultado da atividade. Então mesmo ele não tendo noção do que é de fato ciência, ele sabe que se misturar tais elementos, o resultado é “mágico”. E sempre tem a curiosidade de perguntar como aquilo se transformou.




De mãe para mãe


A grande conclusão de todo esse relato ao ponto de vista materno, seria o de sugerir para vocês incentivarem os seus filhos a brincarem livremente, estimulando mais o faz de conta, explorando a imaginação, a criatividade, a experimentação. Deixem um pouco de lado os brinquedos caros, a televisão, o videogame e utilizem a internet nesse momento como aliados do conhecimento e não somente para passar o tempo. E lembrem que mesmo dentro de casa, temos um mundo de possibilidades!










Ana Carolina Camposana, analista de compras. Mãe do José Inácio, de dois anos e do Joaquim, de cinco.


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